sábado, 4 de janeiro de 2014

Serpenses Ilustres (Figuras da nossa Terra) VIII

JOSÉ MARIA ESPARTEIRO, (de alcunha “Armónio” por motivo das suas pernas arcadas) nasceu em 6 de Junho de 1915 na freguesia de Santa Maria, filho de José Maria Esparteiro e de Catarina de Assunção Machado Esparteiro.
Tendo ficado órfão de pai aos 18 anos, assumiu no matadouro da vila o cargo do pai, fiscal do mercado e do matadouro na Câmara Municipal de Serpa.
Casou aos 22 anos com Luísa Pereira Nogueira, com a qual teve 4 filhos : José Maria (o Zeca), Ana Rita (Aninhas), Maria Luísa (Luisinha ) e a benjamim, Diva Nogueira Esparteiro (sem diminutivo porque o nome já é pequeno )
Aprendeu a profissão de serralheiro, as janelas e porta do Café Alentejano são uma das suas obras assim como os candeeiros do interior do mesmo café, desconheço se serão ainda os mesmos que lá podemos ver.
Com o cargo de Zelador Municipal da CMS, tinha a seu cargo um conjunto de trabalhos desde fiscal de obras , canalizador, electricista, era um polivalente.
Conhecia como ninguém toda a rede de abastecimento de água. Foram da sua responsabilidade as primeiras iluminações para as festas da Páscoa no edifício dos Paços do Concelho as quais fizeram um enorme sucesso, caso curioso esta instalação foi feita de uma forma invulgar, de cabeça para baixo a partir dos beirais do telhado
Quem dispensa o som do Relógio da Torre? Pois saibam que era o Sr José Esparteiro que tinha a seu cargo dar corda ao relógio, dia sim dia não subindo os 52 degraus.
Antes da sua aposentação ainda teve um louvor dado pelo Presidente da Câmara. Era sócio da Banda e da Sociedade Luso União Serpense.
Faleceu a 12 de Setembro de 1983
No Restaurante Molhó Bico existem uns versos escritos pelo Sr António Jacinto Afonso, cuja 4ª estrofe contém o nome deste nosso patrício:

Logo atrás o Zé Esparteiro
Que vem feito “num chinelo”
Procura o Zé Cantoneiro
E aparece-lhe o “Martelo”